Aumentou o número de motoristas bêbados. Em média, mais de cem tem sido flagrados ao volante, todos os dias.

Basta um sopro continuo e forte e o resultado aparece na hora. Para não entrar no carro da Polícia Rodoviária Federal, um pediu socorro. “Mãe, mãe. Mãe, pelo amor de Deus, liga para o advogado”, diz um motorista.

 

Quando o aparelho marca acima de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, o motorista vai preso e essa medida, a prisão, pode ser tomada até nos casos em que o motorista se recusa a fazer o teste. A lei permite que o fiscal de trânsito tome como base outras características para identificar sinais de embriaguez.

Dificuldade na fala, sonolência e até o andar podem determinar a prisão. “O senhor já informou que fez o uso de bebida alcóolica, se recusou a fazer o teste, vai ser autuado por dirigir embriagado”, afirmou o policial.

O número de motoristas bêbados flagrados dirigindo nas estradas aumentou em 2017. Foram mais de 37 mil. Os casos de prisões também cresceram.

“As multas têm crescido bastante em função da sensação de impunidade que o infrator acha que tem, mas ele com certeza poderá ser penalizado a qualquer momento de acordo com a Justiça”, explica Newton Morais, chefe de Comunicação da PRF/GO.

Para qualquer índice de embriaguez, ainda tem a multa de quase R$ 3 mil e a suspensão da CNH. A partir de abril, a punição para o motorista embriagado que provocar um acidente com morte vai aumentar. A pena máxima passa de quatro para oito anos. Isso deve reduzir os casos em que a condenação é transformada em pena alternativa.

“São medidas rigorosas para que traga uma maior conscientização a estes condutores para evitar esse tipo de comportament”, diz Nilda Andrade, delegada de Trânsito.

Nesta sexta-feira (29), na saída de viagem para o feriado de Ano Novo, muitos motoristas fizeram o teste em um posto da PRF em Goiânia. Ver o resultado dar zero é sinal de segurança para todos na estrada.

“O preço que se paga é muito alto: é com a vida, então muitas vezes você está indo certo na estrada e tem alguém embriagado. Você corre risco”, afirma Mirelli da Costa, professora.

“Tem que ser através dessas leis. Quem dera as pessoas tivessem a própria consciência de não assumir o risco de beber e não dirigir”, declara o agente de turismo Francisco Lima.

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