Governo do Tocantins decide neste sábado se paga 13º salário

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O governo do Tocantins decidirá em reunião neste sábado, 19, sobre o pagamento do 13º salário dos servidores do Estado, que deve ser depositado nas contas neste domingo, 20. Contudo, ainda não existe certeza de que isso ocorrerá, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Executivo. O 13º soma um total de R$ 228 milhões. Conforme o blog apurou, a principal preocupação do governo é encontrar uma forma de pagar o benefício sem comprometer a folha de dezembro.

A preocupação dos servidores com a possibilidade de não receberem o 13º aumentou depois que o secretário estadual da Fazenda, Paulo Afonso Teixeira, disse a deputados estaduais no dia 10 que o Estado não tinha dinheiro para liquidar o benefício. Após a repercussão da declaração, o secretário emitiu nota em que disse que houve uma “interpretação equivocada” e na qual garantia que o 13º salário dos servidores seria pago dentro do prazo legal.

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Conforme o blog apurou, as dificuldades com o pagamento dos servidores não estavam nos planos do governador Marcelo Miranda (PMDB) antes da posse. Contudo, ele foi surpreendido pelo fato de o ex-governador Sandoval Cardoso (SD) não ter pago a folha de dezembro de 2014. Assim, nada menos do que R$ 240 milhões foram retirados das contas de Marcelo, o que gerou o problema em cascata e estoura agora, quando surge uma folha extra, a do 13º.

OUTROS ESTADOS

O problema, porém, não é exclusivo do Tocantins. A crise financeira atinge todos os Estados brasileiros, alguns em situação muito grave. Em reportagem no final de novembro, o jornal Folha de S.Paulo afirmou que ao menos quatro Estados (MG, RJ, RS e RN), além do DF, estão sob ameaça de atrasos no 13º salário.

Conforme o jornal paulista, os governadores argumentam que a crise econômica, que provocou queda da arrecadação, afetou fortemente os cofres estaduais e que, por isso, não há certeza de que o pagamento sairá em dia.

O caso mais grave é o do Rio Grande do Sul, onde o governador José Ivo Sartori (PMDB) já anunciou aos sindicatos que não terá o R$ 1,2 bilhão necessário para quitar o benefício aos funcionários ativos e inativos.

Fonte: clebertoledo

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