O Ministério do Interior da Rússia anunciou nesta sexta-feira (26) que demitirá funcionária que registrou legalmente a união homossexual entre dois homens que se casaram na Dinamarca.

Devido à decisão de legalizar este casamento entre dois cidadãos do sexo masculino, foi aberta uma investigação interna que terá como resultado a demissão da funcionária e de seu superior, informou a porta-voz do Ministério, Irina Bolk

Além disso, os passaportes com o selo que registrava tal união homossexual pela legislação russa foram declarados “inválidos”.

O Código de Família na Rússia não proíbe expressamente os casamentos homossexuais, mas define o casamento exclusivamente como uma união legal entre um homem e uma mulher.

Segundo a imprensa russa, um centro de serviços estatais registrou o casamento de dois homens em 4 de janeiro deste ano após o casal apresentar o certificado traduzido e aprovado por um tabelião.

A chefe do registro civil de Moscou, Irina Muraviova, comentou que a lei russa não impede o reconhecimento dos casamentos homossexuais formalizados no exterior, embora impeça seu registro, uma lacuna jurídica que considerou difícil de solucionar.

No momento certo, a Duma (Câmara dos Deputados) proibiu por lei a adoção de crianças russas por parte de homossexuais estrangeiros e de solteiros procedentes de países onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal.

A Rússia proibiu em 2013 a propaganda homossexual entre os menores de idade, uma lei que este grupo considera uma desculpa para impedir a realização da parada do orgulho gay.

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