Números mostram que um hábito muito perigoso ainda é comum nas nossas rodovias: aumentou o número de motoristas flagrados transportando crianças sem a cadeirinha.

 

A fiscalização não perdoa. “A utilização da cadeirinha pode ser o diferencial entre o seu filho sair ileso ou acabar pagando com a vida no caso de um acidente. Porque uma criança solta dentro do veículo ou ela é arremessada contra o banco dianteiro ou ela é arremessada contra o painel ou, em muitos casos, é arremessada até para fora do veículo”, disse o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Aristides Júnior.

Nesta época de feriados, férias escolares, muita gente pega a estrada e o descuido na hora de transportar as crianças tem preocupado a Polícia Rodoviária Federal. De 2016 para 2017, o número de motoristas flagrados sem os assentos especiais teve um aumento de 35%.

Aos sete anos, Luíza não precisa mais de ajuda. Coloca sozinha o assento de elevação e o cinto. A menina já escapou de um acidente ilesa porque ela e a irmã estavam com o equipamento de segurança.

 

 

Até um ano é obrigatório o uso de bebê-conforto virado para trás no banco traseiro. De um a quatro anos, as crianças devem usar a cadeirinha. As que tem o sistema isofix, umas travas no formato de garras, são encaixadas em um ponto fixo na estrutura do carro. Esse modelo vai ser obrigatório nos veículos fabricados a partir de 30 de janeiro de 2018.

O assento de elevação é para idades entre quatro e sete anos e meio. Depois, até os dez anos, a criança pode usar só o cinto de segurança, mas sempre no banco de trás.

“Depois que acontece acidente não adianta chorar. Então a gente tem que se prevenir. Se é necessário usar, vamos usar”, disse Maurício Rodrigues da Silva.

Ana vai viajar com a família de férias. Resolveu alugar uma cadeirinha para o Caetano ficar mais confortável. “Nós vamos fazer uma viagem para a Bahia, uma viagem longa, com estradas perigosas. Então, me veio à cabeça que eu precisava de uma cadeirinha mais confortável e mais segura”, contou a publicitária Ana Beatriz Castro de Oliveira.

E para que essas fofuras aproveitem o passeio e voltem com essa mesma energia, o cuidado é essencial. “A cadeirinha, principalmente, foi feita para proteger as crianças. Então, usem, façam uma boa viagem, aproveitem o seu momento de férias com consciência”, disse a secretária executiva mãe da Tamires e da Luíza, Thaís Abreu.

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