Notícias: Pepitas de ouro brotam em serra e atraem 2 mil garimpeiros

Após algumas chuvas há cerca de 15 dias, pepitas de ouro, de 600 gramas a 1 quilo, começaram a brotar no solo de uma serra a 18 quilômetros de Pontes e Lacerda (MT), na fronteira entre o Brasil e Bolívia. A novidade já atraiu mais de 2 mil garimpeiros da cidade e de todo o Brasil, que estão formando, acampados, uma pequena vila no local.

A extração na “nova Serra Pelada”, como o local já está sendo chamado, é ilegal e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), afirma que já está acompanhando o caso, assim como a Polícia Federal, que enviou agentes à serra, e o Ministério Público Federal (MPF). Todo tipo de mineração no solo brasileiro é responsabilidade do governo federal e tem que ser autorizada pelo DNPM.

 O superintendente do DNPM em Mato Grosso, Marcio Amorin, afirma que apenas uma solicitação de pesquisa na área foi feita pela Santa Helena Mineração, que já atua na região, assim como outras duas empresas do setor. No entanto, o corre-corre para a área é no sentido de cada um pegar o maior número de pepitas possível, o que configura extração ilegal.

O empresário da cidade Edgar Antonelli afirma que já viu as pepitas e que elas são realmente grandes e de ouro. Segundo ele, tem muita gente largando emprego e indo garimpar, mesmo sem ter experiência, porque estaria fácil de achar as pedras.

Pontes e Lacerda é uma daquelas cidades brasileiras que surgiram a partir da garimpagem, mas há mais de duas décadas a atividade estava em baixa, mudando a configuração socioeconômica local. Na zona rural e urbana do município há cerca de 42 mil habitantes, conforme o IBGE, que, segundo o delegado Gilson Silveira, vivem de forma ordeira. O medo dele é que a chegada de “forasteiros” modifique isso. “Eles chegam com seus vícios”, reclama.

serra (1)

Conforme o superintende do DNPM, um grupo grande de experientes garimpeiros já está no local, onde já estaria a pleno vapor também a prostituição.

O prefeito Donizete Barbosa (PSDB) afirma que a única coisa que está faltando na cidade são equipamentos usados no garimpo, como pás, cordas, lanternas, motor. Segundo ele, a venda de comida e combustível, assim com atendimento hospitalar, está tudo dentro da normalidade.

A Polícia Civil, Militar  e o Corpo de Bombeiros de Pontes e Lacerda também estão acompanhando a chegada dos “forasteiros”.

Fonte: terra

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