A tornozeleira do preso Leandro Dias foi rompida na própria Central de Flagrantes, em Gurupi, no sul do estado. A informação é da própria Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju) do Tocantins, responsável pelo monitoramento. Dois dias depois de deixar um bilhete ‘avisando’ que ia passar o Natal e Ano novo com parentes, o preso ainda não está sendo procurado porque a Justiça disse que ainda não foi informada do caso oficialmente.

A secretaria afirmou, em nota, que a Central de Monitoração detectou o equipamento parado na delegacia do município a partir das 18h38, do domingo (24). E este foi o exato momento em que houve a violação. Assim, o preso teria tirado a tornozeleira dentro ou nos arredores da delegacia.

O agente de polícia e coordenador do núcleo de monitoramento das tornozeleiras eletrônicas em Gurupi, Antônio Lázaro Lima Sampaio, contou que os presos recebem uma ‘sugestão’ do judiciário para que não fujam do regime. Mas se resolverem fazer isso, que não destruam o equipamento e entreguem em uma delegacia.

O valor dela é de R$ 3,8 mil. Então, o juiz diz [na hora que recebem a tornozeleira]: se ele for fugir, que não destrua, não quebre, não corte a cinta. Se for fugir que quebre apenas o lacre, que custa centavos. Porque será mais um ato ilícito na ficha porque é um dano ao patrimônio público. Ele seguiu a risca e ainda deixou o bilhete”, comentou.

Apesar do episódio, o agente diz que as tornozeleiras são efetivas.

O Tribunal de Justiça foi procurado pela TV Anhanguera e negou que exista esse tipo de sugestão do judiciário.

Tornozeleira e bilhete foram encontrados em delegacia de Gurupi (Foto: Reproducao/TV Anhanguera)

Tornozeleira e bilhete foram encontrados em delegacia de Gurupi (Foto: Reproducao/TV Anhanguera)

Os presos que usam tornozeleiras no Tocantins são acompanhados por uma central em Palmas e também pela empresa que fornece os equipamentos, em Curitiba (PR). Segundo o governo, essa central funciona 24 horas em dias úteis, assim como nos fins de semana e feriados. A Seciju afirmou que um relatório de violação foi enviado à Justiça.

O Ministério Público disse que aguarda a comunicação formal do fato para tomar as medidas necessárias. Além disso, informou que o preso é considerado foragido e deverá perder o benefício de cumprir a pena em regime semiaberto e voltar ao regime fechado.

“Estamos esperando o mandado de prisão para ir atrás dele”, disse o policial responsável pelo núcleo de monitoramento.

Entenda

Leandro Dias cumpria pena em regime domiciliar por furto. No bilhete que deixou dizia que ia passar o Natal e Ano Novo com a família. “Para o Lázaro. Tornozeleira do ex-reeducando Leandro Dias (setor Jardim dos Buritis). Ele viajou, foi passar o Natal e o Ano Novo com a família e trabalhar também”.

Segundo a Secretaria de Cidadania e Justiça, a tornozeleira estava com o preso Leandro Dias Sousa desde o dia 30 do mês passado. Ele tinha sido preso por furto, mas estava cumprindo a pena em regime domiciliar, após uma decisão judicial.

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