Tesla com ‘piloto automático’ estava acima da velocidade, diz relatório

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Acidente ocorrido em maio matou o motorista e teve repercussão mundial.
Dados preliminares da investigação apontam carro a 119 km/h.

Relatório preliminar do departamento do governo americano que investiga acidentes de trânsito apontou que o Tesla Model S estava acima da velocidade permitida no acidente que matou seu motorista, em maio passado.

O órgão também confirmou que o sedã estava no modo “Autopilot”, que é uma espécie de “piloto automático” limitado, conforme já havia sido divulgado pela montadora. O National Transportation Safety Board (NTSB) também divulgou imagens do cruzamento, do caminhão e do que restou do Tesla.

O documento, no entanto, não aponta causas do acidente, que ainda é investigado. Segundo o NTSB, o relatório conclusivo poder levar até 1 ano para ser publicado.

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Repercussão mundial
O caso foi revelado no mês passado, pela Tesla, e ganhou repercussão mundial por ter sido o primeiro acidente fatal com um veículo com algum tipo de tecnologia autônoma.

O Model S é um dos modelos da Tesla equipado com o sistema que permite que o carro assuma o controle parcial, mudando de faixa se houver necessidade, adaptando a velocidade ao veículo à frente e fazendo frenagem de emergência.

 Esse recurso, que também é usado por outras montadoras, atua dentro de certas regras, como limite de velocidade e a exigência de que o motorista mantenha as mãos sobre o volante, para sinalizar que pode reassumir o controle a qualquer momento.

A 119 km/h
Na colisão fatal, ocorrida por volta das 16h40 de 7 de maio, o sedã atingiu uma carreta que vinha no sentido contrário e fez uma curva para a esquerda, à frente do Tesla.

A velocidade na rodovia onde ocorreu a batida é limitada a 104 km/h (65 mph). Dados preliminares, obtidos pelo sistema da Tesla, apontam que o Model S estava a 119 km/h (74 mph) pouco antes do acidente, disse NTSB.

Estavam acionados os sistemas que adaptam a velocidade ao veículo da frente (acelerando ou reduzindo) e o que faz com que o carro se mantenha na faixa.

O carro também era equipado com frenagem automática de emergência, que deveria entrar em ação na iminência de acidentes, mas é mais voltada para colisões traseiras e por vezes também é limitada a uma determinada velocidade.

Tesla Model S (Foto: Divulgação)

O carro passou por baixo do compartimento de carga da carreta e ainda rodou por centenas de metros, atingindo e quebrando um poste, antes de parar no jardim de uma casa. O motorista do carro, que estava sozinho, morreu na hora. O condutor do caminhão nada sofreu e houve poucos danos ao veículo (veja na imagem abaixo).

Caminhão atingido pelo Tesla Model S teve poucos danos; carro passou por baixo e ainda rodou por centenas de metros (Foto: Divulgação/NTSB)

Caminhão atingido pelo Tesla Model S teve poucos danos; carro passou por baixo e ainda rodou por centenas de metros


Perguntas em aberto
O relatório do NTSB não indica a causa do acidente. O órgão diz que ainda está coletando mais informações sobre o caso, que segue sendo investigado.

Ao relatar o ocorrido, depois que as investigações do governo americano começarem, a montadora já havia dito que o “Autopilot” estava ligado, mas que não era possível até o momento saber por que nem sensores do carro e nem o motorista, aparentemente, não perceberam o caminhão, e nem se teria sido possível evitar a colisão.

Cruzamento onde ocorreu o acidente fatal com o Tesla Model S (Foto: Divulgação/NTSB)

Cruzamento onde ocorreu o acidente fatal com o Tesla Model S, na Flórida 

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Fonte: G1

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